Ilustrações retratam campo de trabalhos forçados na Coreia do Norte

Park Ji-hyun morava na China, era casada e tinha um filho. Quando o governo descobriu que ela havia nascido na Coreia do Norte, prontamente preparou sua deportação. Chegando no país, foi enviada a um campo de trabalhos forçados, onde permaneceu de 1996 a 1998. A moça foi obrigada a limpar banheiros imundos com a própria mão, viu trens repletos de pessoas mortas, pessoas comerem ratos e cobras. Doente, inválida, foi liberada do campo e conseguiu chegar até a China e fugir para a Mongólia. Hoje, vive na Inglaterra.

No início deste ano, a Anistia Internacional divulgou uma entrevista célebre com Ji-hyun, chamada ‘A outra entrevista’, em referência ao filme ‘A entrevista’, sátira sobre o ditador Kim Jong-un.

Além do depoimento sobre as atrocidades vividas pela norte-coreana, o projeto da anistia revela o trabalho de uma artista que ilustrou diversos desenhos baseados na história de Ji-hyun, que retratavam a situação do país. Como não temos vídeos nem fotografias destes campos, essas obras passam a ser os únicos retratos de um dos regimes mais brutais de todos os tempos. Confira: